E se Papai Noel existir?
Este ano meu primeiro filho nasceu. E agora se aproxima seu primeiro Natal. Às vezes olhando seu rostinho alegre dá pra imaginar sua fisionomia quando ele for mais velho. A carinha com que ele vai pedir presentes. O sorriso com que ele vai recebe-los.
Penso quais serão minhas preocupações. Devem existir pais por exemplo preocupados em que o filho não descubra se Papai Noel existe ou não pela Internet. E não vai ser num texto meu que alguém vai descobrir isso. Até porque eu mesmo tenho minhas dúvidas.
Acredito que nada de bom surge ao acaso. Nem se mantém a custo de nada. Tudo de bom no mundo depende do esforço e dedicação das pessoas de bem. Assim é o Natal.
Se você acha que no meio de tanto consumismo o Natal perdeu a magia, é porque você entregou os pontos. Muita gente se recusa a faze-lo.
Por exemplo, há décadas os Correios dão tratamento especial às cartinhas endereçadas ao bom velhinho, unindo as crianças carentes cheias de esperança aos papais noeis de bom coração. Assim é a campanha Papai Noel dos Correios. Você vai até uma agência (aqui no Rio, a da Presidente Vargas), lê as cartinhas, escolhe uma ou mais e dá o presente para que eles entreguem.
Quem vai sugerir àquela criança feliz de que Papai Noel não exista?
Bom Natal, Feliz 2008.
Humor, crítica, crônica, comédia e sátira sobre o Rio de Janeiro, o Brasil e o Mundo | Defendendo o humor inteligente do Capitalismo e do Aquecimento Global, antes que se torne brinde de pasta de dentes
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Mensagem de Fim de Ano (2007)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Esse é pra cassar
E eis que Renan teve êxito onde o Corinthias falhou: escapar da segunda. Numa manobra mais do que esperada Renan renunciou. Mas só à Presidência do Senado. Horas depois, absolvido e aliviado pela segunda vez em um ano, retomou o trabalho de Senador, o qual só teve oportunidade de cumprir por 4 meses esse ano, embora os 20 salários, bônus, jeton, cotas e tudo o que tem direito esteja garantido até o fim do mandato.
Ou vão julgar o cara uma terceira vez? Aí nem eu aguento.
Com este segundo segundo mandato, serão 16 anos a serviço da nação brasileira. O que dá direito a aposentadoria com salário integral. Mais que merecidos.
Falar nisso, a boa notícia é que o povo brasileiro está vivendo mais. E por isso tem a oportunidade de ter mais desgostos, em especial com o trabalho e com o valor de sua pensão, já que graças às regras de previdência pública, quanto mais o povo vive, mais ele trabalha e menos ele recebe.
Já tem gente torcendo pra violência no Rio aumentar e assim a expectativa de vida cair novamente.
Lobão já dizia que é melhor viver 10 anos a mil do que mil a 10. E olha que mil cruzeiros não compravam nada em 86.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
99 pequenos balões
O post de hoje é musical. Aproveitando o Twitter Music Day, fiz uma versão para 99 Red Balloons do Goldfinger, que é uma versão em inglês do original da Nena, em alemão.
Nós dois numa loja de brinquedos
Compramos balões com pouco dinheiro
Soltamos todos de manhã
Até que todos eles se vão
Num quartel, bugs no software
Mensagens acendem: tem algo lá fora
Soltos num céu de brigadeiro
99 pequenos balões a voar
99 pequenos balões
Voando num céu de brigadeiro
Sinal de alerta, alerta vermelho
Tem algo aqui de outro lugar
A máquina de guerra a acordar
Abre os seus olhos sinistros
Foca os no céu vermelho
São 99 pequenos balões a voar
99 grandes decisões
99 grandes reuniões
O que será no horizonte?
Chamem as tropas nesse instante
Isso é o que nós esperamos
Agora em guerra nós marchamos
É o presidente ao telefone
São 99 pequenos balões a voar
99 generais
Tragam pólvora e gasolina
Dane-se a aristocracia
Chamem os cientistas
Tragam cigarros e máquinas
Tragam ódio para a guerra
Venham todos ao combate
Contra os 99 pequenos balões
Os 99 pequenos balões
99 sonhos que eu tive
Em cada um, um pequeno balão
Agora que nada me importa
Sobre as cinzas de onde nasci
Podia achar alguma coisa
Pra provar o mundo que vi
Pode ser um pequeno balão
Pensando em você, ele se vai
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Jogos Mortais (de Filosofia)
Tenho andado sonolento. Hoje cedo fui esquentar o leite no microondas. Acabei conseguindo ligar o aparelho com a tampa aberta. Liguei correndo para o meu médico:
- Doutor, aconteceu um acidente.Deve ser exagero, mas com todos esses filmes de super-herói eu tenho medo de me expor a microondas, inseticida, raios cósmicos, a luz da Lua, sei lá. Porque se eu ganhasse super-poderes, com minha raiva não controlada e minha racionalidade exagerada, eu com certeza me tornaria um super-vilão, sádico e psicopata.
- Quem é?
- É o Marcelo. Aconteceu um acidente.
- O que houve?
- Aconteceu um acidente e não sei o que fazer.
- Mas que tipo de acidente??
- Com o microondas. O que eu faço, rápido,pra proteger meu DNA?
- Proteger o quê?
- Meu DNA! Eu não quero virar um mutante...
- Cara, você consegue ir pro meu consultório? Eu tô a caminho de lá.
- Tá, eu chego lá num instante. Até já.
Mas meu médico não compartilha do meu zelo, e me encaminhou para terapia. "Já faço terapia, Doutor". "Cara, tira umas férias e descansa".
Bem que eu gostaria, mas o trabalho tem acumulado no escritório e, aliás, eu já estava bem atrasado.
Corri para o metrô, almocei qualquer coisa, e subi de escada até o primeiro andar (são 10 lances de escada, vai entender porque o primeiro andar fica no quinto piso). Fui ao banheiro, encontrei um amigo ali no mictório. "E aí? Tudo certo?". "Tudo certo...". Ficou aquele clima estranho, aquele silêncio chato como se o papo devesse continuar. Sabe aquela coisa da urina simplesmente não sair? Inventei qualquer coisa, de improviso:
- Já pensou que se não fosse o mictório e as divisórias seríamos simplesmente dois homens lado a lado com o dito-cujo na mão?Talvez esteja filosofando demais desde há muito tempo.
- Hein...?
- Deixa pra lá, tô filosofando demais hoje.








